A edição que foi o auge do crescimento do Festival em sua primeira década jamais será esquecida pelos que tiveram o privilégio de estar em Guaramiranga entre 4 e 8 de fevereiro. Com direito a shows também no distrito de Pernambuquinho e no município de Pacoti, o Jazz & Blues 2005 aconteceu ao melhor estilo "tudo ao mesmo tempo agora". A cidade serrana cearense recebeu uma constelação de craques da música do Ceará, do Brasil e do mundo, com inúmeros momentos inesquecíveis.
Entre shows de lançamento de CDs, os DJs da festa Farra na Serra Alheia, os workshops e os cortejos de instrumentistas pelas ruas de Guará, o público quase não teve tempo de respirar. Para a turma do blues, Nuno Mindelis, Big Joe Manfra e Blues Label de volta ao Festival, além do antológico show de Lancaster e Flávio Naves no Teatro Rachel de Queiroz.
Foram nesse mesmo palco os fantásticos shows do argentino Pedro Aznar, do saudoso Naná Vasconcelos trazendo a floresta pra dentro do teatro, sozinho no palco, do mestre Carlinhos Patriolino brilhando no bandolim e na guitarra, dos teclados e acordeons de Ítalo Almeida e Renno Saraiva no duo Briga de Foice e da guitarra de Stanley Jordan tocada com sua incrível técnica twohands, com as duas mãos sobre o braço do instrumento, como se fosse um piano. Um super Festival!
Músicos em destaque
Adriano Azevedo, Banda Som das Águas, Big Joe Manfra, Blues Label, Carlinhos Patriolino, Consiglia Latorre, Paulo Jobim, Daniel Jobim, Danilo Caymmi e Paulo Braga, Denílson Lopes, Hélio Delmiro, Jorge Helder Trio, Lancaster e Flavio Naves, Luciano Franco, Luís Miguel, Meninos da Casa Grande, Naná Vasconcelos, Nuno Mindelis, Pedro Aznar, Ítalo Almeida e Renno Saraiva, Stanley Jordan, Victor Biglione e Ithamara Koorax.
Caso curioso
O guitarrista norte-americano Stanley Jordan perdeu o passaporte dentro do avião, ao viajar dos EUA para o Brasil, e ficou retido por dois dias no aeroporto de São Paulo. Somente após muita luta da produção do Festival, contando com apoio do então ministro da Cultura Gilberto Gil, Stanley pôde seguir viagem até Guaramiranga.
Momento inesquecível
Foram tantos que seria preciso um livro. Mas um foi ainda mais marcante: no ensaio aberto com Paulo Jobim, Daniel Jobim e Danilo Caymmi, o baterista Paulo Braga não segurou a emoção e foi às lágrimas ao lembrar Tom Jobim. Era a primeira reunião do grupo desde a morte de Tom, em 1994. O público, sensibilizado, aplaudiu de pé.



