A edição 2017 do Festival foi marcada pelo retorno de um velho conhecido: o guitarrista mineiro Toninho Horta, veterano da primeira edição celebrando sua volta ao evento. Outro espetáculo muito aplaudido foi o do sexteto Jazz Cigano, capitaneado pelo violonista cearense Marcos Maia e pela cantora Paula Tesser, recriando obras do violonista belga Django Reinhardt.
Entre os destaques, o cantor Marcos Lessa, apresentando um repertório imortalizado por Frank Sinatra, ao lado da Big Band Unifor, enquanto Jorge Vercillo recebeu o guitarrista brasileiro radicado nos EUA Sandro Albert, com direito a muita improvisação.
Felipe Cazaux, Nayra Costa e Nigroover aqueceram a noite de Guaramiranga com um tributo a Bob Dylan, prêmio Nobel de literatura, com forte acento blueseiro.
O senegalês Mamour Ba foi aplaudido de pé em seu show marcado pela percussão. E Ana Cañas contagiou a plateia com seu vozeirão e uma super banda, como convidada do pianista Adriano Grineberg.
Já o lado mais sutil do Festival contou com shows intimistas, como os de Marco Pereira e Toninho Ferragutti e os de Cleivan Paiva e Francisco Silvino, representando o Cariri. E ninguém surpreendeu tanto quanto as meninas do Quartabê, com seu belo e experimental disco "reconstruindo" a obra do mestre Moacir Santos. "É Nanã, é Nanã...".
Músicos em destaque
Adriano Grineberg, Ana Cañas, Big Band Unifor e Marcos Lessa, Bob Mesquita e Hermano Faltz, Cleivan Paiva e Francisco Silvino, Corey Harris Band, De Blues em Quando, Duo+Dois, Jazz Cigano - Marcos Maia e Paula Tesser, Jorge Vercillo e Sandro Albert, Mamour Ba, Marco Pereira e Toninho Ferragutti, Michael Pipoquinha e Denilson Lopes, Misael da Hora, Nayra Costa, Nigroover e Felipe Cazaux - Tributo a Bob Dylan, Nonato Luiz, Quartabê, Sandro Albert, Tambores do Chico Maranguape e Brigada da Natureza, Zé do Norte e Luciano Franco.
Caso curioso
Os músicos do show Jazz Cigano, de Marcos Maia e Paula Tesser, um dos mais aplaudidos da edição 2017, tentaram conseguir uma carruagem para levá-los pelas ruas de Guaramiranga, até a Cidade Jazz & Blues, em uma entrada triunfal para o show. Infelizmente, nenhum morador soube indicar quem poderia fazer esse "uber" rural.
Momento inesquecível
O bate-papo no "Café no Tom" e o show das meninas do Quartabê mostraram que a música pode, sim, ser elaborada e comunicativa, experimental e divertida ao mesmo tempo.



