Neste ano o Festival ganhou um novo palco principal: a Cidade Jazz & Blues, arena montada no Estádio Municipal, com toda a qualidade de sonorização, iluminação e conforto para o público. Uma alternativa necessária diante do crescimento das plateias e das limitações do Teatro Rachel de Queiroz, que abrigara todas as edições do Festival até então e segue até hoje aguardando uma esperada reforma.
O encontro entre um veterano mestre da música brasileira e um francês que toca forró como se fosse nordestino foi outro marco da edição 2011 do Festival Jazz & Blues. Zé Menezes, cearense que cedo buscou no Rio de Janeiro o caminho da música e gravou violão, guitarra e violão tenor em inúmeros discos, emocionou o público ao demonstrar todo o seu virtuosismo, aliado a muita simpatia. Tudo isso aos 89 anos de idade!
Ao lado dele, o francês mais brasileiro que existe: Nicolas Krassik, com seu violino irrequieto, costurando os chorinhos de Zé Menezes e também botando o público pra dançar, ao som de xote, xaxado, baião, choro, arrasta-pé... Tudo com direito a fartos espaços para a improvisação, uma das maiores características do jazz.
Outros grandes shows ficaram a cargo de cantoras: Joyce Moreno mostrou toda a elegância e a construção harmônica de suas canções, entre sambas e bossas, com uma super banda. Carmen Souza, luso-caboverdeana, arrebatou o público ao mostrar sua mistura de português e crioulo.
O universo dos países de língua portuguesa também foi muito bem representado pelo saxofonista moçambicano Moreira Chonguiça, enquanto o velho e bom blues do carismático Rick Estrin e o blues-rock da cantora Taryn Szpilman sacudiram a plateia.
O projeto Toca Jazz, com apresentações de dezenas de alunos participantes de oficinas promovidas pelo Festival, foi outra grande marca da edição 2011, democratizando o acesso a aulas com grandes mestres e contribuindo para destacar novos artistas.
Músicos em destaque
A outra banda da serra, Abanda (Fundação Casa Grande), Adelson Viana, Aldo Senna e Mestre Vieira, Arismar do Espírito Santo, Banda Fanfarra, Brazilian Blues Band, Carmen Souza, Claudio Dauelsberg, De Blues em Quando, Joyce Moreno, Manassés, Moreira Chonguiça, Nicolas Krassik, Rick Estrin, Taryn Szpillman, Zé Menezes.
Caso curioso
O bigodinho do cantor e gaitista norte-americano Rick Estrin, responsável por um dos shows mais divertidos do Festival, fez com que ele logo ganhasse um apelido bem ao jeito moleque do cearense: Zé Bonitinho. Lembrando o personagem de Jorge Loredo e Chico Anysio.
Momento inesquecível
O fantástico Zé Menezes, aos 89 anos, brilhando em seu violão tenor e agradecendo por tudo que a música lhe deu, ao longo de toda uma vida em palcos e estúdios.



