Entre 4 e 7 de março, meses depois do temido e fake "bug do milênio", a pequena Guaramiranga, de 4 mil habitantes, um refúgio de mata atlântica em pleno Ceará, recebia a primeira edição de um grande encontro de culturas, sons, saberes e fazeres: o Festival Jazz & Blues.
A novidade e a ousadia foram a marca da pioneira edição do Festival, saudado como uma ideia inspirada e inspiradora. Já em seus primeiros passos, revelando muitas possibilidades para seus diferentes públicos: moradores de Guaramiranga e de outros municípios do Maciço de Baturité, músicos, técnicos, produtores, fornecedores, e, principalmente, amantes da música e da natureza.
Da simplicidade do Teatro Rachel de Queiroz com direito a reparos feitos pela própria equipe do Festival e à mobilização de amigos e parentes para que fossem oferecidos serviços básicos como hospedagem e alimentação, tudo foi feito com compromisso e disposição. Muita gente saiu impressionada com o alto nível dos músicos cearenses dedicados ao jazz, ao blues, à música instrumental brasileira.
Não, ainda não era possível imaginar que um dia o Festival viria a ser um dos maiores e o mais longevo do Brasil. Um "case" de economia criativa, empreendedorismo cultural, mediação comunitária. Mas já era possível sentir que algo de novo - e de muito bom - havia chegado. Pra ficar.
Músicos em destaque
Adelson Viana, André Christóvam, Carlinhos Patriolino, Cristiano Pinho, Denílson Lopes, Dihelson Mendonça, Edmundo Jr., Ellis Mário Pereira, Flávio Guimarães, Grupo de Flautas de Guaramiranga, Kátia Freitas, Marcílio Homem, Marcio Resende, Marcos Façanha, Marcos Maia, Moacir Bedê, Nó da Madeira, Pádua Pires, Realejo Quartet, Ricardo Leite, Rossano Cavalcante, Toninho Horta.
Caso curioso
Toninho Horta, ao receber o telefonema da produção, convidando para um Festival de jazz em pleno Ceará, no Carnaval e numa cidade fria, desligou. Achou que era trote. Ainda bem que ligamos de novo!
Momento inesquecível
Toninho Horta tocando bateria nas primeiras Jam Sessions, na praça do Teatro.



